Imagine perder o pai.
Pouco tempo depois, perder também a mãe.
Agora, imagine que no meio desse luto imenso… você ainda precisa lutar para continuar sendo pai.
Esse é o cenário real vivido por muitos homens que, além de enfrentarem dores profundas e silenciosas, são afastados de seus filhos por ações sutilmente cruéis, legitimadas sob o véu do “cuidado” ou da “proteção”.
O nome disso é alienação parental.
Não é grito. Não é tapa.
É silêncio forçado. É desencontro fabricado.
É a criança que deixa de atender o telefone.
Que começa a repetir frases que não viveu.
Que olha para o pai com estranhamento…
Mesmo aquele pai que sempre esteve ali.
No caso que me toca hoje, ele chorava pelos pais que se foram — mas sentia que também estava perdendo o filho que ficou.
A mãe, ao invés de apoiar, decidiu cortar laços.
Inventou desculpas, distorceu fatos, criou barreiras emocionais.
E a criança? Passou a acreditar que o pai não queria vê-lo.
Tudo isso, enquanto esse pai lutava para levantar da cama.
A alienação parental é silenciosa, mas seus efeitos são devastadores.
Para o genitor alienado, resta o sentimento de injustiça.
Para a criança, resta o vazio da ausência — e muitas vezes, a culpa.
Essa prática é uma forma de violência emocional e é reconhecida e combatida por lei (Lei 12.318/2010).
E, mais do que isso, é uma ferida que o tempo sozinho não cura.
É preciso agir. Denunciar. Buscar apoio jurídico e psicológico.
Porque não basta amar.
Em alguns casos, é preciso lutar para continuar amando de perto.
Se você conhece alguém que vive essa dor, acolha.
E se você vive isso, saiba: você não está sozinho.
A Justiça está ao lado de quem age com verdade e dignidade.
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