Direito de Família

Alienação parental durante o luto – quando o herói precisa lutar até para ser pai

Por Marta Jaqueline de Lima

 

Imagine perder o pai.

Pouco tempo depois, perder também a mãe.

Agora, imagine que no meio desse luto imenso… você ainda precisa lutar para continuar sendo pai.

 

Esse é o cenário real vivido por muitos homens que, além de enfrentarem dores profundas e silenciosas, são afastados de seus filhos por ações sutilmente cruéis, legitimadas sob o véu do “cuidado” ou da “proteção”.

O nome disso é alienação parental.

 

Não é grito. Não é tapa.

É silêncio forçado. É desencontro fabricado.

É a criança que deixa de atender o telefone.

Que começa a repetir frases que não viveu.

Que olha para o pai com estranhamento…

Mesmo aquele pai que sempre esteve ali.

 

No caso que me toca hoje, ele chorava pelos pais que se foram — mas sentia que também estava perdendo o filho que ficou.

 

A mãe, ao invés de apoiar, decidiu cortar laços.

Inventou desculpas, distorceu fatos, criou barreiras emocionais.

E a criança? Passou a acreditar que o pai não queria vê-lo.

Tudo isso, enquanto esse pai lutava para levantar da cama.

 

A alienação parental é silenciosa, mas seus efeitos são devastadores.

Para o genitor alienado, resta o sentimento de injustiça.

Para a criança, resta o vazio da ausência — e muitas vezes, a culpa.

 

Essa prática é uma forma de violência emocional e é reconhecida e combatida por lei (Lei 12.318/2010).

E, mais do que isso, é uma ferida que o tempo sozinho não cura.

É preciso agir. Denunciar. Buscar apoio jurídico e psicológico.

 

Porque não basta amar.

Em alguns casos, é preciso lutar para continuar amando de perto.

 

Se você conhece alguém que vive essa dor, acolha.

E se você vive isso, saiba: você não está sozinho.

A Justiça está ao lado de quem age com verdade e dignidade.

 

 

VOCÊ TAMBÉM PODE GOSTAR DESTES ARTIGOS:

COMENTÁRIOS:

Nenhum comentário foi feito, seja o primeiro!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *